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Estratégia espiritual


Publicado em 27.06.2008
O que é estratégia? Estratégia é um plano, um método, uma maneira para se chegar a um objetivo. Quando perguntei à Igreja o que ela entendia por estratégia, uma irmã respondeu: "é bolar um jeito melhor pra se fazer alguma coisa".
 
Sabemos que é preciso estratégia para se fazer quase tudo hoje em dia.
 
Observamos que as empresas têm estratégia para venderem seus produtos, o diabo tem estratégia para alcançar seu objetivo, enquanto a Igreja, muitas vezes, não tem estratégia.

A estratégia dos homens (Efésios 4:14)

Empresas gastam milhões de dólares em estratégias para venderem seus produtos. Contratam profissionais caríssimos que ficam fechados em uma sala o dia todo só pra pensar numa maneira melhor de vender cerveja, cigarro e outras porcarias para nós e nossos filhos.
 
O traficante de drogas tem estratégia para chegar aos nossos adolescentes. O aliciador de prostitutas tem estratégia para seduzir as jovens. Aqueles que trabalham na proliferação do erro, da mentira e do engano têm estratégia, artimanhas, ciladas e ardis.

A estratégia de satanás (Efésios 6:11)

O diabo é astuto. Ele tem estratégia de ação. Os demônios não são desorganizados como muitas vezes nós somos. Em Mateus 12:43-45 Jesus mostra claramente uma estratégia de satanás (observe o título do contexto). O diabo é um psicólogo milenar que observa as pessoas desde Adão até agora. Ele sabe tudo da matéria "Homem". Ele não só usa de estratégias como também muda de estratégia quando não funciona.
 
Observe a vida de Sansão: segundo Silas Malafaia foi o homem do Antigo Testamento que mais provou o poder do Espírito Santo sobre sua vida. O diabo não gostou disso e se pôs a conspirar para derrubá-lo. Primeiro mandou mil filisteus para matá-lo. Não deu certo. Sansão os feriu com uma queixada de jumento e fugiram todos. O diabo desistiu? Não. Dessa vez ele mandou uma mulher, Dalila. Com jeitinho ela conseguiu desvendar o segredo do homem de Deus e destruí-lo (Juízes 13 a 16).

A estratégia da Igreja

A Bíblia mostra muitas vezes que a Igreja tinha estratégias. O próprio Jesus tinha estratégia. Sabendo que seu ministério seria curto (3 anos), Ele preparou 12 pessoas para darem prosseguimento à sua obra (Atos 1:1). Depois Ele enviou 70 discípulos à sua frente nos lugares onde pretendia ir, de dois em dois (Lucas 10:1). Paulo usou de estratégia quando evangelizou no Areópago (Atos 17:16-25). Ao invés de "bater de frente", ele enalteceu a religiosidade do povo, entrou no lugar dos ídolos e, aproveitando-se de um altar levantado "ao deus desconhecido" evangelizou a todos. No final, uns zombam, outros crêem. A obra está feita.

A estratégia de defesa

Hoje em dia infelizmente a Igreja fala muito em ataque. As pessoas tratam o diabo como se ele fosse um "bobão", que não tem qualquer poder e que pode ser derrotado como se mata um pernilongo. E, quando se dão conta, já caíram diante dos dardos inflamados do maligno.
 
O lutador de boxe não pode abaixar a guarda. Ele tem que atacar, mas defendendo-se. Quando colocamos no propósito da Igreja "edificar vidas" antes de "salvar vidas" foi intencionalmente. Primeiro precisamos estruturar o povo, para depois ir à guerra. É triste ver algumas Igrejas tão envolvidas com "batalha espiritual" e "mapeamento espiritual" mas esquecendo-se de preparar seus membros para as coisas mais simples e importantes da vida cristã.
 
Assim temos um paradoxo: no domingo o crente derrota o satanás de todo jeito, amarrando, expulsando, queimando, pisando na cabeça e muito mais. Na segunda-feira o crente está com o cheque especial virado, ele toma gancho no trabalho, ele cola na prova e não se dá com o vizinho. Afinal, quem está ganhando a briga?

- O apóstolo Paulo fala claramente em II Coríntios 6:7 que existem as armas "ofensivas" e as "defensivas". Antes de atacar, a Igreja deve se defender.
- Em Efésios 6, quando é descrita a "armadura de Deus", fala de 5 peças de defesa e proteção contra apenas 1 de ataque, que também é de defesa: a espada.
- Quando Neemias se dispôs a reerguer os muros de Jerusalém e os inimigos se levantaram, os homens tanto trabalhavam como se defendiam (Neemias 4:15-18).
- Isaías 58:12 fala que Deus está chamando pessoas para serem "reparadores de brechas", ou seja, pessoas que estão preocupadas com os "buracos" deixados no muro, onde o inimigo pode entrar.
- Quando o povo voltou do cativeiro babilônico, a primeira coisa que fizeram foi edificar os muros (Neemias 2:13, 17, 18, 4:1, 6:15, 7:1-4), que era sua segurança. O inimigo ficou furioso quando viu que estavam fazendo isso.

A estratégia de ataque

Não vemos na Bíblia nenhum dos apóstolos, nem dos discípulos, nem o próprio Jesus indo atrás de demônios com a finalidade de expulsá-lo. Pelo contrário, os demônios é que vinha até eles (Lucas 8:27, Atos 16:16). Mas entendendo-se que a missão da Igreja é expandir o Reino de Deus e isso implica em avançar no território do inimigo, ela precisa ter estratégia de ataque.
 
Tanto é que o diabo também têm estratégias de defesa para impedir a obra de Igreja. Vejamos algumas delas:

- Ele vigia aquilo que é seu, ou que ele acha que é seu (Lucas 11:21, 22).
- Ele cega o entendimento das pessoas (II Coríntios 4:4).
- Ele prende as pessoas (II Timóteo 2:25,26).
- Ele tenta anular a Palavra de Deus no coração das pessoas (Lucas 8:12).
- Ele se disfarça em anjo de luz (II Coríntios 11:14).

Muita ênfase se tem dado à doutrina chamada "batalha espiritual", onde se faz "mapeamento espiritual" para se descobrir quais os demônios que agem em determinado lugar para que então a Igreja possa chegar e expulsá-lo.
 
As verdadeiras armas espirituais
 
Mas, as armas espirituais de ataque que pretendo falar não são essas e, sim as que estão explícitas na Bíblia:

1. A verdade - Efésios 6:14 - O diabo não pode resistir à verdade, porque ele é mentiroso desde o princípio e nele não há nenhuma verdade (João 8:44).
2. A palavra de Deus - Efésios 6:17 - Não existe arma mais poderosa em batalha espiritual do que a obediência à palavra de Deus. Jesus venceu o diabo citando a palavra de Deus (Mateus 4).
3. O nome de Jesus - Marcos 16:17 - O diabo não respeita qualquer outro nome a não ser o nome de Jesus (Atos 19:13-16).
4. O sangue de Jesus - Apocalipse 12:7-12 - o inimigo treme só pela menção do sangue de Jesus, pois ele sabe que é o sangue que nos purifica de todo o pecado e nos dá então autoridade sobre ele e seus demônios.
5. Oração e Jejum - Mateus 17:21 - Sem uma vida de oração e consagração é impossível confrontar o diabo.

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Título do artigo: Estratégia espiritual
Autor: Gerson Moura Martins

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