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Cultura de gratidão


Publicado em 20.08.2018
Deixa meu povo ir para que possam celebrar uma festa em meu louvor, no deserto (Êxodo 5.1 - KJ).

Moisés e Arão, no Egito, solicitaram permissão ao Faraó para celebrar uma festa em louvor ao Senhor no deserto. Só faz festa um coração alegre e grato. Isso faz parte da cultura do reino de Deus. Ao invés disso, depois de sair do Egito, o povo começou a murmurar contra Moisés e contra Arão, chegando até a dizer: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito (Nm 14.2); (leia também Nm 14.4; 20.5; 21.5). Murmuração faz parte da cultura do Egito.

Contrariando essa cultura de murmuração, o Senhor disse: Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas cidades (Dt 16.14). Com isso em mente, instituiu festas públicas em período semanal, mensal, anual e de eventos periódicos.

A festa semanal foi instituída quando o Senhor disse para guardarem o sábado, e está listada entre as festas (Lv 23.1-3). O dia comemorava o descanso do Senhor na criação, e libertação da servidão do Egito (Dt 5.12-15), como um sinal entre Yahweh e Israel (Êx 31.17; Ez 20.12, 20).

A festa mensal - Festa da Lua Nova - acontecia no início do mês acompanhada de ofertas especiais (Nm 28.11-15; Ed 3.5), geralmente acompanhada por um tocar de trombetas (Nm 10.10; Sl 81.3). No pensamento de Paulo, sábados e luas novas são imagens de boas coisas que virão (Cl 2.16-17).

As festas anuais eram também conhecidas como "as festas do Senhor" (Êx 12.14; Lv 23.39, 41), caracterizadas por danças e celebração: Páscoa, comemorando a saída do Egito (Êx 12.11, 14, 21, 27, 43, 48; Nm 9.1-5); Pentecostes, também conhecida como "festa da colheita" (Êx 23.16), "festa das semanas" (Êx 34.22), ou "festa das primícias" (Nm 28.26), que vai do sábado da Páscoa até a manhã do sétimo sábado seguinte (Lv 23.15ss); Tabernáculos, ou festa das tendas, acontecia, segundo o Senhor, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus (Lv 23.43); Dia da Expiação era o dia mais importante do ano judaico, quando o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer o sacrifício expiatório pelos pecados da nação inteira (Lv 16); Dia de Ano Novo, defendido por muitos como parte das festas anuais, tinha por objetivo coroar anualmente YAWEH como o Rei, de onde, dizem, saíram tantos salmos de entronização (Sl 47, 93, 96-99).

As festas periódicas tinham por objetivo dar descanso e libertação: Ano sabático, realizada a cada sete anos para suspensão da atividade agrícola para descanso da terra e uma quitação da dívida (Êx 23.10; Lv 25.1-7; Dt 15.1); Jubileu, acontecia no Dia da Expiação do 49o ano, ao som da trombeta, dando início a um período de liberdade na terra, quando a propriedade retornava a seus proprietários originais (Lv 25.8-17).

Quanta festa, não é verdade? O Senhor quer ver nosso coração em festa, semanalmente, em nossos cultos dominicais de celebração, transbordando de alegria e gratidão todos os meses do ano, ao invés de tristeza e murmuração. Jesus é a nossa Páscoa, sendo o momento da cruz o definitivo Dia da Expiação, quitando nossas dívidas ("Ano Sabático") para restituir as bênçãos que ele mesmo conquistou ("Jubileu"), coroado como o Rei dos reis, fazendo novas todas as coisas (Dia de Ano Novo); o Espírito Santo, nosso Pentecostes, que veio habitar em nosso Tabernáculo. Ele nos tirou do Egito para vivermos uma vida de festa em louvor ao seu nome, mesmo que no deserto. Afinal, o deserto com a presença de Deus torna-se festa.

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Título do artigo: Cultura de gratidão
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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