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Filosofia do ministério pastoral


Publicado em 09.07.2018

 "Qualquer filosofia que trate apenas do aqui e agora não serve para o homem."  (Billy Graham)

O ministério pastoral é um trabalho inacabável. Mesmo depois de labutar o dia inteiro, o pastor encerra sua jornada de trabalho com o sentimento de que ainda ficou algo para ser feito. A agenda dele está sempre abarrotada de afazeres e seu tempo nunca é suficiente. Muitas são as demandas do ministério pastoral. Nenhum pastor cobrirá todas as necessidades do ministério. Nenhum pastor será excelente em todas as áreas do ministério, embora a igreja local nutra essas expectativas acerca dele. Por isso, se faz necessário uma filosofia de ministério pastoral. Uma declaração de filosofia ministerial contribuirá de três maneiras:

Concentrará energia e tempo.

Ao concentrar o foco de trabalho em algumas áreas de atuação, o pastor evitará o desperdício de tempo e força em tarefas que podem ser delegadas para que outros membros executem. Isso potencializará a capacidade ministerial do pastor. O pastor precisa concentrar suas forças naquilo que DEUS o mandou e o capacitou para fazer. Ao focar a sua energia e o seu tempo em áreas específicas de atuação, o pastor garantirá a eficácia e os resultados de seu ministério a médio e longo prazo. 

Firmará a identidade pastoral.
A identidade do pastor é construída por meio de valores e princípios inegociáveis. Não se fala do óbvio: oração, leitura da Bíblia e jejum. E, sim, daquilo que o pastor considera os pilares do seu ministério como discipulado, exposição bíblica e evangelismo. Parte-se do pressuposto de que as disciplinas espirituais são inerentes a vida do discípulo de JESUS. O pastor será conhecido pelas áreas em que se sobressai no exercício do seu ministério. Um pastor que se destaca na pregação da Palavra, tem na exposição bíblica um dos valores de seu ministério, e sua identidade pastoral será construída a partir deste predicado. A identidade do pastor será construída pelas áreas em que atua e pela disciplina no crescimento delas.

Evitará a frustração.
A igreja local cria muitas expectativas acerca do seu pastor. Ela espera que a pessoa do pastor supra todas as carências da igreja. Seguem algumas expectativas comuns da igreja local:
Que o pastor seja um excelente pregador. É dever de todo o pastor alimentar o rebanho com a boa Palavra de DEUS (cf. 2Tm 4.2). Mas nem todo pastor será brilhante no púlpito. Por ele não ser um exímio orador, isso não diminuirá sua responsabilidade em se preparar através do estudo e da oração ao longo da semana para proclamar o recado de DEUS para o povo nos cultos dominicais. Portanto, o pastor investirá muitas horas diárias em estudo que impedirão que ele se ocupe com a visitação e com outras áreas de necessidades da igreja. Isso resultará em descontentamento do rebanho, que se queixará da falta de visitas, o que pode causar sentimento de frustração no pastor.

Que o pastor seja um visitador. O Novo Testamento apresenta um paradigma de pastor visitador: "Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa". (At 20.20). Visitar os membros da igreja, os não-crentes, os membros que esfriaram na fé, os apenados e os enfermos são atividades pastorais respaldadas pela Bíblia. Mas o pastor, ao investir tempo e energia nas visitações, correrá o risco de negligenciar o tempo de estudo e preparo de sermões, o que pode resultar no enfraquecimento da ministração da Palavra e no descontentamento do rebanho pela falta de qualidade do alimento espiritual.

Que o pastor seja um bom administrador. É comum nas igrejas o pastor ser o presidente, e, por ser o presidente, ele vai a bancos e a outras instituições para representar juridicamente a igreja. Isso permite que a igreja desfrute de uma organização financeira e administrativa, contudo, toma o tempo que o pastor poderia estar visitando ou se preparando para pregar. A igreja se alegrará com a organização financeira e administrativa da igreja, mas se queixará da falta de visitas e da qualidade na exposição da Palavra.

O pastor que não tem uma declaração de filosofia de ministério pastoral estará fadado a viver na tentativa de satisfazer o rebanho, que demonstrará seu descontentamento apesar de todos os esforços ele nunca será capaz de suprir todas as carências da igreja. Isso poderá causar desânimo e frustração na carreira ministerial. 

Base bíblica para filosofia de ministério pastoral (At 6.4).
O colegiado apostólico concentrou suas energias em duas áreas de atuação: oração e pregação. Eles delegaram as demais atividades ministeriais para outros líderes, neste texto em específico, o suprimento de alimentos para os necessitados da igreja. Através das áreas de atuação ministerial, eles construíram a sua identidade pastoral, passaram a ser conhecidos, até os dias de hoje, como homens de oração e da Palavra.|
 
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Título do artigo: Filosofia do ministério pastoral
Autor: Olavo Vigil

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