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Liderança Pastoral

Ungidos pelo Senhor


"Então o Senhor Deus deu ao povo de Israel lÍderes fortes, chamados juízes, que os salvaram dos que os atacavam e roubavam" (Juízes 2.16 - NTLH).

"Nunca quebrarei a aliança que fiz com vocês" (Josué 2.1 - NTLH). Essas foram as palavras que o Anjo do Senhor - Jesus - disse logo após a morte de Josué, diante da primeira desobediência do povo. Aquela geração conhecia o poder do Senhor, mas agora estava experimentando a misericórdia de Deus diante do flagrante pecado. Caíram em pranto e choro de arrependimento ao ouvirem a voz de amor e graça do seu libertador (Juízes 2.4-5).  

Já estavam na terra prometida, usufruindo das bênçãos e do fruto da terra. Após o momento de arrependimento, o povo continuou a servir o Senhor enquanto viveram os líderes que tinham visto tudo o que o Senhor havia feito por Israel. Após a morte daquela geração, seus filhos esqueceram o Senhor e as coisas que ele havia feito pelo povo de Israel. Aqui começou o problema.

Sequência de Tempos

Todo o povo estava vivendo um tempo de paz, usufruindo das bênçãos divinas. O tempo de fartura e abundância, contudo, fez com que o povo se afastasse do Senhor, sobrevindo um tempo de pecado. "Cada um fazia o que parecia direito aos seus olhos" (Juízes 17.6).Esqueceram-se de Deus, adorando outros deuses. Abandonaram os caminhos do Senhor. Isto levou à desintegração familiar, social e política e a um aumento agudo da imoralidade em todos os níveis. Enfraquecidos, foram atacados e roubados pelos povos vizinhos. Não conseguiram resistir e foram entregues nas mãos dos inimigos. O povo não conseguia lutar, pois Deus não estava com eles, sofrendo um tempo de opressão e tirania dos inimigos. Mas, em meio à situação difícil, arrependeram-se, passando por um tempo de clamor por socorro. Deus ouviu o choro e clamor, deu ao povo líderes fortes, chamados juízes, que os salvaram dos que atacavam e roubavam, trazendo um tempo de libertação. Finalmente, após a poderosa ação divina através dos juízes, voltaram a viver um tempo de paz. Acontece que essa sequência de episódios, ou melhor, de "tempos", não aconteceu uma única vez. Ao contrário, transformou-se em um ciclo repetitivo: paz - pecado - opressão - clamor - libertação - paz - pecado - opressão etc. Aliás, esse ciclo continua até os dias de hoje no meio do povo de Deus.

Juízes 

No sentido bíblico, a expressão juízes significa aquele que governa, ministra a justiça, o julgamento e a proteção, sendo, como tal, representante de Deus. A primeira menção a um juiz foi aplicada a Yahweh, quando, em sua intercessão por Sodoma, Abraão declara: "Não fará justiça o Juiz de toda a terra?" (Gênesis 18.25). O Senhor é apresentado como justo juiz tanto de povos como de indivíduos (Gênesis 3.14ss; 6.3ss; 11.5ss; 15.14; 16.5; 20.3; 31.53).

Na história de Israel, os juízes foram instituídos por sugestão de Jetro para ajudar seu genro Moisés a agir no interesse de Deus na condução do povo de Deus (Êxodo 18.13-17; Deuteronômio 1.9-18). Homens e mulheres exerceram esse ministério, não somente para libertar o povo de inimigos, mas também de mantê-los longe da idolatria, reatando-os ao bom relacionamento com Deus. Foram ungidos pelo Espírito Santo de Deus que os fez invencíveis em suas lutas e batalhas (Juízes 3.10; 6.34; 11.29; 14.6 etc.).

Nos dias de hoje, mesmo vivendo na bênção, muitos afastam-se dos caminhos do Senhor. Em geral, a geração seguinte desconhece em profundidade a obra maravilhosa que Deus fez na geração anterior. O pecado entra e perverte. O enfraquecimento do povo traz opressão e sofrimento. Nossas famílias são atacadas, nossos filhos são arrastados pelo inferno, somos saqueados em nossos valores e bens. Mas, quando vem o clamor profundo e verdadeiro, Deus novamente levanta pessoas cheias do seu Espírito para trazer libertação.

Jesus continua fiel à aliança que fez com seu povo e levanta um exército de homens e mulheres ungidos pelo Senhor para manifestar sua maravilhosa graça. Você e eu fomos ungidos pelo Senhor! (1 João 2.20, 27).

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