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Liderança Pastoral

Santidade na vida


Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós (Josué 3.5)

Para alguns, santidade é algo antiquado e retrógrado, motivo para desprezo de sua importância. Para outros, santidade é legalismo moralista, uma longa lista de proibições, motivo para arrogância do tipo: "sou mais santo que você". Existem, ainda, aqueles que enxergam santidade como perfeição inatingível, motivo para total desânimo na caminhada. Contudo, para Deus, santidade é ser separado para ele, exclusivo para comunhão e intimidade. Ele não quer um pedaço de nosso coração. Ele nos quer por inteiro.

A ordem dada por Deus deixa claro que a santidade é possível (Santificai-vos).

Josué demanda do povo uma atitude prática, um posicionamento real. Deveriam abster-se da idolatria, das perversidades e de tantas práticas não compatíveis com Deus. Na teoria, é fácil de entender, mas na prática, um grande desafio para viver. A pergunta vem à mente: É realmente possível ter uma vida em santidade? Observe, por exemplo, a vida de José, filho de Jacó, para testificar que, mesmo escravo, traído por seus irmãos, expulso de sua terra natal, submetido a duras tentações, viveu uma vida separada ao Senhor (Gênesis 37-50). Esta é a atitude desejável. (Leia no NT: 1 Pedro 1.15)

O texto ensina que a santidade é em todo o tempo (porque amanhã). 

A santidade é para cada dia. Em outras palavras, a santidade do passado não serve para o dia de hoje. Nem devemos pensar que é para um futuro, talvez quando ficar mais velho. Muito menos devemos considerar que a santidade de uma geração se aplica à próxima geração. A santidade é para o dia que se chama hoje. A vida é dom de Deus e deve ser vivida em todo tempo de acordo com seus termos e sua vontade. Cabe-nos vigiar e orar em todo tempo (Mateus 24.42; 25.13; 26.41). A pergunta vem à mente: O que deve ser feito quando caímos em pecado? Observe, por exemplo, a vida do rei Davi que, mesmo pecando contra Deus e seu fiel guerreiro Urias, arrependeu-se (Salmo 51) e encontrou o perdão. Esta é a atitude de conserto. (Leia no NT: 1 João 2.1)

Por último, o texto traz a promessa que a santidade traz grandes benefícios (o Senhor fará maravilhas no meio de vós). 

Perceba que o texto indica que a santidade é devida porque o Senhor fará maravilhas, e não para que o Senhor faça maravilhas. A santidade nos permite participar das maravilhas que o Senhor fará. Enquanto o caminho do pecado conduz à escravidão, a santidade conduz à liberdade. Escravidão produz profunda tristeza. Liberdade produz júbilo e alegria. O pecado restringe nossa participação da ação de Deus. A santidade nos insere na agenda de Deus. Pecado nos distancia do Senhor. Santidade é estar na presença dele. A pergunta vem à mente: O que ganho sendo santo? Observe, por exemplo, a vida de Jó, mesmo sofrendo tanto, manteve-se fiel e íntegro, testemunhando os benefícios do Senhor (Jó 42.10-17). Esta é a atitude vencedora. (Leia no NT: 2 Coríntios 7.1)

O Novo Testamento deixa o assunto mais claro. Por causa da ação de Cristo, o pecado não mais tem domínio sobre nós (Romanos 6.12-14; 1 Coríntios 10.13). Porque não mais somos escravos do pecado, em Cristo podemos decidir por uma vida de consagração do corpo, pensamento, palavras e atitudes. Em Cristo, fomos feitos santos para andarmos em santidade.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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