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Liderança Pastoral

Autoridade do reino de Deus


Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações (Mateus 28.18-19a).

Ter autoridade (gr. exousia) significa ter direito, prerrogativa, domínio, jurisdição, aptidão, faculdade, poder. Jesus recebeu a autoridade do reino de Deus sobre tudo e todos, nos céus e na terra, para fazer absolutamente tudo o que quer e ordenar que seja feita a sua soberana vontade. (Mt 11.27; Jo 3.35; Jo 13.3; Jo 17.2; At 2.36; Rm 14.9; 1 Co 15.27)

A autoridade no céu (v18 - Toda a autoridade me foi dada no céu) tem duas dimensões. Na dimensão natural a autoridade é exercida sobre o Universo: Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar (Is 40.26). Na dimensão espiritual essa autoridade é o que faz com que fiquem subordinados a Jesus anjos, e potestades, e poderes (1 Pe 3.22). Jesus despojou os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Cl 2.15).

De fato e de verdade, o Pai ressuscitou-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas (Ef 1.19-20). Não há qualquer entidade espiritual que não se submeta a sua autoridade. Ele é o cabeça de todo principado e potestade (Cl 2.10).

A autoridade na terra (v18 -Toda a autoridade me foi dada na terra) é o que faz com que fique subordinada a Jesus toda a criação, por isso o vento e o mar lhe obedecem (Mc 4.41), incluindo todos os seres humanos. Cumpriu-se a visão que o profeta Daniel teve mais de quinhentos anos antes: Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem ... Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído (Dn 7.13-14). Sua autoridade na terra também inclui sua completa e absoluta vitória sobre a morte (1 Co 15.54). E que grande dia será aquele quando Jesus nos enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram (Ap 21.4).

A autoridade nos corações (v 19 - Ide, portanto, fazei discípulos) é exercida para que nos voltemos ao próximo. Ele quer que seja pregado arrependimento para remissão de pecados a todas as nações (Lc 24.47). Ele nos quer ver pregando o evangelho a toda criatura (Mc 16.15) e fazendo discípulos de todas as nações. Sua vontade não visa o interesse próprio, mas o do outro. É a autoridade altruísta, não interessada em si mesmo, mas sensível ao que está perdido e desamparado. Cabe-nos obedecer.

A autoridade do reino de Deus é exercida com poder e majestade, grandiosidade e beleza, cheia de bondade e amor. Quer seja no céu, ou na terra, a autoridade de Deus não é contra nós, mas em nosso benefício. Vamos, pois, nos sujeitar de coração ao Senhor.

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