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Liderança Pastoral

Coragem para um novo tempo

"Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer" (1 Coríntios 1.10).

Recentemente, me peguei pensativo diante da expressão: “O futuro está nas mãos dos poucos que possuem um coração humilde e passional, que buscam a Deus com abnegação, neste maravilhoso mundo de redimidos e nas realidades que estão diante de nós” (Willian McNamara). Nunca tivemos tanta informação. Nunca tivemos tanto entretenimento, nunca tivemos tanto acesso a livros e bibliotecas virtuais. Ainda assim, temos corrido sério risco de vivermos uma vida entediante e sem emoção, sem paixão.

Abrem-se as janelas de um novo ano; o futuro está em nossas mãos. E as palavras do apóstolo Paulo parecem ter sido escritas no final do último mês. Essa exortação dá início ao assunto principal da carta e expressa a preocupação que tomou os capítulos seguintes. Ele estava alarmado com a falta de unidade e a presunção de que tudo estava bem.

"Rogo-vos"! Não se trata de um pedido qualquer, mas um apelo de alguém que está aflito. Rogar é clamar, insistir, bradar, invocar, implorar. Paulo convoca os irmãos a viverem novos tempos, com novas formas de verem a vida e os relacionamentos. Sua preocupação ecoa até hoje e desperta em nós coragem.

Coragem de vivermos novos sonhos. A expressão "na mesma disposição mental" sugere um ambiente de entusiasmante motivação mútua. Temos sido especialistas em matar sonhos e ridicularizar anseios. "Mesma disposição mental" nos leva a vermos a vida considerando a perspectiva do outro, e isto é abnegação e humildade. Sonhar junto é realizar coisas grandes.

Coragem de promovermos a paz. O que estampa as primeiras páginas não são notícias de acordo, de amizade, mas polêmicas que estimulam polarizações e incitam ódio e indignação. Com a expressão "que não haja entre vós divisões" Paulo nos ensina a sermos promotores da paz, da convergência, do abraço amigo. Mesmo na divergência é possível não haver divisões e afastamento, e, ainda, construirmos um ambiente de aconchego, cuidado e amor.

Coragem de favorecermos a unidade. Em um único versículo Paulo expressa seu sofrimento com a desunião da igreja: "que faleis todos a mesma coisa... sejais inteiramente unidos, na mesma disposição... no mesmo parecer". Unidade é ouvir e compreender, falar e ser compreendido, é remar na mesma direção, andar segurando firme a mão de quem está ao lado, correr sem deixar ninguém para trás.

Por fim, o elo que torna tudo isso possível é dito na primeira frase: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Ele é o Senhor da Igreja e sem ele novos sonhos, paz e unidade não passam de utopia. Sem Cristo nossa coragem não nos leva ao próximo mês. O mundo está em suas mãos, e, gentilmente, compartilha conosco a missão de vivermos de maneira corajosa, plantando as sementes do Reino e marcando a nossa geração. A ele toda glória. Amém!

Artigo publicado originalmente no site da IPILON.ORG.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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