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Reflexão

Em busca de equilíbrio


Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa 
 vida para que tenhamos um coração sábio. (Salmos 90.12)

Dezembro é o mês universal das promessas. Promessas em relação a nós mesmos, aos outros, ao trabalho, a Deus. Promessas sobre o que começar a fazer e o que deixar de fazer. Quaisquer que sejam suas promessas, todas impactarão em sua agenda, na distribuição do seu tempo, atenção, interesse e dedicação.

Muitas vezes vivemos a vida sem a real consciência que somos passageiros e que, sem qualquer aviso prévio, a vida pode nos dispensar. Viver a vida com a consciência que podemos partir a qualquer momento, ao contrário de trazer medo e insegurança, deveria nos ajudar a priorizarmos o que realmente é importante.

Na verdade, somos levados pela correnteza dos acontecimentos que nos envolvem, sem perguntar muito para qual direção estamos navegando, simplesmente porque não temos a coragem de assumir decisões e posições. Dizer "não" tem sido mais difícil que dizer "sim". Dizer "não" envolve um elevado grau de consciência do que realmente vale na vida.

Qualquer que seja o ordenamento de sua agenda para o próximo período, permita-me sugerir que priorize seus relacionamentos acima de todas as demais coisas. Relacionamento com Deus, com as pessoas e consigo mesmo.

Nossas melhores lembranças estão associadas aos relacionamentos. As piores também. Falando de coisa boa, como é agradável lembrar do beijo suave e doce da mãe, da forte mão do pai em momento de medo, do olhar apaixonado do amor, da palavra incentivadora de uma professora sensível, das boas gargalhadas com grandes amigos. Enfim, relacionamentos saudáveis fortalecem nossos ossos e dão grande fôlego para a vida.

Acontece que desenvolver bons relacionamentos exige tempo e dedicação, quer seja entre cônjuges, pais e filhos, na comunidade da fé, ou no ambiente de trabalho. Para conhecer alguém, diz um ditado popular, é necessário "comer um quilo de sal juntos". Imagine quantas refeições são necessárias para comer um quilo de sal juntos.

Aliás, aproveito para sugerir que, em sua agenda, você utilize estrategicamente os momentos de refeição para ampliar sua comunhão com as pessoas. Fuja do fast food. Pratique o slow food. Converse olhando nos olhos, ouvindo o que não está sendo dito, olhando as expressões faciais, percebendo o ser integral com quem está interagindo. Não tenha medo de expressar sua opinião, seus medos, suas alegrias. Seja mais tolerante. Relacione-se de verdade.

Tive a experiência de acompanhar com muita proximidade os últimos dias de um parente muito chegado. Nesses momentos ele só queria ficar perto de quem amava, falando e ouvindo pessoas. Não estava preocupado com suas propriedades ou recursos financeiros. Sua prioridade foi acertar seus relacionamentos, perdoando e pedindo perdão. Sua consciência da brevidade de seus dias mudou profundamente sua agenda.

Pense nisso!

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