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Reflexão

Deixa meu povo ir: engano e medo

Mesmo após ter experimentado quatro pragas, Faraó continuou obstinadamente sua tentativa de segurar o povo de Israel no Egito, dizendo: "- Se vocês não forem muito longe, eu os deixarei ir ao deserto oferecer sacrifícios ao Senhor, seu Deus. Orem também por mim" (Êxodo 8.28 - NTLH). 

Sua terceira tentativa para manter suas garras opressoras é através do engano, ou seja, querendo fazer Moisés pensar que ele estava tão sensível a ponto de pedir orações. Falsa espiritualidade! É claro que ele estava mentindo, camuflando suas intenções malignas, encobrindo suas garras assassinas.

Faraó simboliza Satanás e suas astutas mentiras e ciladas. Sempre haverá essa estratégia para nos prender a este presente século, pois, segundo Paulo, "o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo o engano de injustiça" (2 Tessalonicenses 2.9-10a).

"E isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz" (2 Coríntios 11.14 - NTLH). Nas palavras de Cristo, Satanás é "homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44).

Precisamos ser libertos de tanto engano que quer nos envolver. Jesus enviou-nos o Espírito Santo para nos dar instrução (1 João 2.20, 27) e também sabedoria (Tiago 1.5). Além disso ele providencia irmãos e irmãs que nos ajudarão a discernir a ação do inimigo  (1 Coríntios 12.10).

Medo

Por outro lado, também, quando o povo saiu do Egito, ainda tinha marcas profundas dessa terrível experiência passada na terra opressora. O tempo da escravidão trouxe muita insegurança, sempre evidenciando a fragilidade do povo diante dos poderes e gigantes que os dominavam. A autoestima tinha sido destruída, a confiança despedaçada, a incerteza cresceu num tanto que fez sombra em tudo o que passaram a ver na caminhada.

No episódio do envio dos 12 espias (Números 13), somente dois tiveram a confiança que Deus os livraria de todas as barreiras (versículo 30). Os outros 10 afirmaram que o povo daquela terra era mais forte do que nós (versículo 31), pois tinham uma terrível marca em seus corações: medo!

O medo é saudável até o ponto de nos manter alertas e defensivos. Mas quando o medo nos domina, torna-se cruel. Ele paralisa, gera angústia, rouba o sono, tira a paz, traz transtornos de ansiedade, produz pânico, leva ao terror, provoca aversão ou conduz à hostilidade. De fato vivemos uma sociedade com muito medo. Alguns estudiosos já catalogaram mais de 400 diferentes tipos de fobias. Na Bíblia, a palavra medo aparece 563 vezes e terror aparece 116 vezes, indicando que o assunto não é um problema dos dias de hoje, mas que sempre esteve presente na história da natureza humana.

Onde há medo não há confiança, segurança, alegria, fé. Pela Bíblia, não precisamos temer a morte (Salmo 23.4), nem pessoas (Salmo 27.1; 56.4, 11), nem sequer más notícias (Salmo 112.7), pois se o Senhor é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8.31). Mas o que verdadeiramente lança fora o medo de nossos corações é conhecer o perfeito amor de Jesus (1 João 4.18). Para arrancar o medo de dentro de nossos corações precisamos perceber o grande amor de Cristo. Isso nos basta!

Qual é o seu medo? O que tira seu sono? Para você o Senhor diz: "não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Isaías 41.10). Ele está presente. Ele é nosso Deus. Ele faz coisas poderosas a nosso favor. Por isso podemos dizer: nada temerei.

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