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Reflexão

A casa do Cristão: lugar de conversão aos de casa


Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.
(Malaquias 4.5-6)

Essas são as palavras que fecham o Antigo Testamento e apontam para a ação de Deus enviando o profeta (Lucas 1.17) com a clara missão de salvar a família. Seu desejo é que os corações de todos da família estejam convertidos um ao outro.

Tudo começa com a conversão dos cônjuges um ao outro. 

Talvez, por isso, o profeta tenha utilizado a expressão o coração dos pais no singular, e não no plural (os corações). A expressão utilizada no singular indica unidade e coesão. Desde o início Deus designou que o casal fosse uma só carne (Gênesis 2.24; 1 Coríntios 7.2-6). Uma só carne tem uma só cabeça, uma só boca, um só caminhar. O trabalho que o Espírito de Deus quer fazer, em primeiro plano, é, pois, transformar o coração do marido e da esposa em um único coração. Isso acontece quando o marido ama sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Efésios 5.25), tratando-a como parte mais frágil para que suas orações não sejam interrompidas (1 Pedro 3.7). 

Por outro lado, acontece quando a esposa respeita seu marido (Efésios 5.33), aceitando, valorizando e submetendo-se à sua liderança protetora (Efésios 5.22;1 Pedro 3.1).

O casal unido é fundamental para que haja conversão dos pais aos filhos.

Segundo a Bíblia, isso acontece quando pais ensinam seus filhos o caminho que devem andar (Provérbios 22.6), mesmo que não seja o caminho que querem andar. Também quando testemunham intensamente da vida com Deus assentado na casa, andando pelo caminho, quando se deitam, quando se levantam (Deuteronômio 6.7). Continuamente intercedem por seus filhos (Jó 1.5), repreendendo-os com equilíbrio quando necessário (Provérbios 3.12; 13.24; 22.15; 23.13; 29.15) e, caso se desviem do caminho, aguardam com esperança seu retorno, nunca desistindo deles (Lucas 15.11-32).

A obra que o Espírito quer fazer dentro de nossas casas segue avante para que, também, haja conversão dos filhos aos pais. Filhos cheios do Espírito de Deus dão ouvidos a seus pais (Provérbios 4.20; 5.1,7), obedecendo-os espontaneamente, (Efésios 6.1; Colossenses 3.20) honrando-os de coração (Êxodo 20.12; Efésios 6.2). O resultado é que seus dias se prologam e vão bem na terra que o Senhor Deus lhes dá (Deuteronômio 5.16), com segurança, tranquilidade, sem temer o mal (Provérbios 1.33).

Por último, o profeta também usou a palavra coração no singular quando se referiu aos filhos. Intencionalmente, ou não, o fato é que uma importante obra que o Espírito quer fazer na casa do cristão é a conversão dos filhos um ao outro. Esaú e Jacó viveram essa bênção quando seus corações se converteram um ao outro. Apesar de tudo o que passaram, ao invés da vingança e do derramamento de sangue, quando se encontraram, "Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram" (Gênesis 33.4). 

Outra linda história foi quando André converteu-se a Cristo, não se conteve até conduzir seu irmão Simão à presença do Mestre (João 1.40-42). O poder do coração convertido dos irmãos produziu efeitos profundos na história: Jacó tornou-se Israel (Gênesis 32.28) e Simão tornou-se Pedro (João 1.42). Há uma grande riqueza espiritual quando a conversão entre irmãos é real.
Vamos nos converter ao Senhor e deixar que ele converta nossos corações a todos de casa para vivermos a plenitude da bênção que Deus tem sobre nós.

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