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Reflexão

Desfrutando da bondade


Segundo o dicionário, bondade é: (1) Disposição natural que nos leva a fazer o bem e nunca o mal; (2) Qualidade do que é bom; (3) Boa índole; (4) Brandura, benevolência; (5) Cortesia, favor, mercê. (in Dicionário Priberam)

Olhando para Deus, não há dúvidas que ele é bom. Ele tem a disposição natural em fazer o bem. Tem boa índole, age com brandura e benevolência, cortesia e favor. Basta olhar para a pessoa de Jesus toda a bondade em pessoa. Agora, olhando para a humanidade, mesmo focando nossos olhos na cristandade, surge a pergunta: e nós, somos bons? A dúvida aumenta quando lemos o que Jesus declarou: Ninguém é bom senão um, que é Deus (Mc 10.18). Jesus respondeu assim ao jovem rico que se achava bom e queria saber se isso era suficiente para ganhar a vida eterna. De fato, ninguém é bom em si mesmo. Fomos originalmente criados à imagem e semelhança de Deus, mas o pecado nos deformou.

Vamos, pois, analisar o assunto na perspectiva bíblica, compreendendo-o em três dimensões:

Bondade nos pensamentos: O pecado nos deformou, sim. Mas, a boa notícia é que, em Cristo, fomos feitos nova criação (2 Co 5.17), instalando em nós um novo coração (Ez 11.19; 36.26). Só por isso é que a bondade, como atributo de Deus, foi derramada sobre nós como fruto do Espírito Santo para governar nossas vidas e nos fazer desfrutar de uma vida plena, cheia de alegria e realização. Podemos declarar como Paulo: nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16). 

Aliás, ao pesquisar o significado da expressão, deparei-me com o fato curioso que bondade vem do latim bonitas, ou bonitatis. Em outras palavras, uma pessoa bonita é uma pessoa bondosa. A ação do Espírito Santo em nossas vidas nos transforma em pessoas bonitas, bondosas. Recebemos a semente do fruto divino quando a bondade passa a ser um estilo de vida a começar na nova maneira de pensar.

Bondade nas palavras: Como a boca fala do que está cheio o coração (Lc 6.45). Uma vez que nosso coração se enche de bondade, nossa boca falará a todo tempo dessa bondade. A mulher perfeita desenhada pelo livro de sabedoria também é um tipo da Igreja. Lá está escrito que a igreja, a noiva, a esposa do Senhor, fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua (Pv 31.26). A bondade nas palavras gera elogios verdadeiros, ânimo, encorajamento, exortação, alegria, paz. Sua inspiração de bondade tem como única fonte a própria bondade de Deus. Dessa bondade ela fala (Sl 145.7a), canta (Sl 101.1) e celebra (Isaías 63.7). 

Bondade nas ações: Assim como a dimensão da bondade de Deus não foi apenas em palavras, da mesma maneira nossa bondade deve ser prática em ações. Jesus é a prova e inspiração desta bondade. Por isso, segundo a palavra de Deus, devemos exercer bondade para com os conservos, viúvas, órfãos, estrangeiros, pobres, vizinhos (Zc 7.9-10), necessitados (At 20.35), entristecidos (Rm 12.15), caídos (Gl 6.1), cansados (Gl 6.2), à família da fé (Gl 6.10), e até para com os inimigos (Lc 6.35).

Mesmo que nos cause sofrimento, é melhor praticar o que é bom do que é mal (1 Pe 3.17). A bondade de Deus satisfaz (Sl 65.4), consola (Sl 119.76), vivifica (Sl 119.159), nos conduz ao arrependimento (Rm 2.4), traz vida, justiça e honra (Pv 21.21). Vamos, pois, desfrutar desta virtude do Espírito Santo de Deus.

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