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Finanças e Contabilidade

Liberdade financeira


“quem toma emprestado é escravo de quem empresta.” (Pv 22.7)

Tenho observado – e fico pasmo – como os discursos correntes no presente século são malignamente sedutores e com uma grande capacidade de engano e escravidão. Segundo as propagandas, se beber cerveja, terei a grande capacidade de conquistar lindas mulheres; se fumar cigarros, terei a liberdade de seguir a vida como um cavalo selvagem em meio aos campos sem cercas e limites. Segundo os filmes e novelas, se adulterar, tudo irá bem na vida e terei sempre prazer; se mentir e enganar, crescerei em meus objetivos e ambições, sem maiores dificuldades.

Conceitos como esses vão invadindo as ruas, os bares, os salões de beleza, os ambientes de trabalho, os corredores das escolas e tantos lugares com uma velocidade e penetração que todos passam a acreditar que a vida é assim mesmo. Ninguém ouve com lucidez e clareza que quem fuma é escravo do cigarro, quem bebe é escravo do álcool, quem adultera torna-se escravo daquela mulher (ou homem). Vendem a morte travestida de vida e a escravidão travestida de liberdade. E pior, as pessoas tornam-se reféns.

Na vida financeira tem sido o mesmo modelo mental. Torne-se livre comprando. Dê um presente para si mesmo. Crédito fácil. Juros baratos. Parcela que cabe no bolso. Tenha esses produtos agora em sua casa. Afinal, você merece! Ninguém diz com clareza como o texto bíblico que quem toma emprestado é escravo de quem empresta.

O resultado não poderia ser mais trágico: milhares de pessoas escravas de poucos que as seduziram por suas próprias cobiças e desejos. É o mesmo princípio das drogas: a primeira dose é de graça. A partir do momento que me tornei devedor, fico como um dependente químico financeiro. No presente momento o Brasil tem cerca de 25 milhões de devedores inadimplentes registrados nos serviço de proteção ao crédito, sendo 49% com menos de 29 anos. Qual será o futuro desse pessoal?

Tudo está relacionado com um padrão de gastos superior ao dos rendimentos. Se tenho um salário de R$ 500,00, por exemplo, já quero gastar R$ 550,00. Se vou crescendo profissionalmente e chego a um salário de R$ 3.200,00, passo a querer consumir R$ 4.000,00. Isso nunca acaba. Esse padrão de gastos superior diz da falta de contentamento que temos com a posição que estamos naquele momento. Aí onde precisamos ser trabalhados.

Uma vida financeira em liberdade é aquela que gasto menos que ganho, ainda tenho margem para dar (dízimos e ofertas – de 10% a 13%) e poupar (de 10% a 15%). Isso deve ser aprendido, desde a primeira mesada. Vamos à luta com a graça de Deus operando em nossos corações nessa área da vida. Nós, cristãos, somos chamados para sermos verdadeiramente livres, também na área financeira!

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