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Finanças e Contabilidade

Hoje é tempo de acertar as finanças


Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. (Lucas 12.20-21)

A humanidade tem vivido um total desequilíbrio na vida financeira. Alguns, acumulam demais. Outros, endividam-se demais. Muitos consomem tudo o que ganham. De um lado pessoas mesquinhas, de outro gastões desvairados. Todos loucos de alguma forma. Entre avarentos e perdulários, Jesus deixou alguns conselhos simples e práticos.

Para começar, não importa a circunstância que vivemos, Jesus ensinou a manter a confiança em Deus em todo tempo (Mt 6.25-32), não nos preocupando ou ficando ansiosos com coisa alguma. A fé no Senhor é o alicerce seguro para uma vida financeira abençoada.
Ensinou, também, a viver do trabalho: Não é este o filho do carpinteiro? (Mt 13.55). Seu ensino a respeito do trabalho foi através de sua própria vida. Aprendeu o ofício do seu pai e ficou assim conhecido até o início de seu ministério, aos 30 anos.

Seu bom-senso e inteligência apontou que é fundamental planejar os gastos com bastante realidade. Perguntou aos seus discípulos: Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar (Lc 14.28- 30). Simples assim: muito bom-senso, equilíbrio, moderação e racionalidade na hora de gastar. Os gastos devem ser rigorosamente controlados e jamais feitos no embalo das emoções.

Deixou claro para não ser servo do dinheiro, quando disse: Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mt 6.24b) Diante do risco de ser tomado pela cobiça e desejar dinheiro a qualquer custo, inclusive, sendo desonesto, usando de artimanhas, enganos, falcatruas, nosso Mestre indagou: Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso? (Lucas 16.12). Com isso, ensinou que é importante tomar cuidado para ser fiel ao outro.

Contrariamente ao que algumas pessoas dizem que o dízimo é coisa do Antigo Testamento, Jesus ensinou que devemos dar dízimos e ofertas. Ele disse que aos escribas e fariseus que deveriam dar o dízimo de tudo o que produziam, além de agirem com justiça, misericórdia e fé (Mt 23.23). Ele também afirmou: dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão (Lc 6.38). Mas, na contabilidade de Deus, só conta a contribuição feita de coração, como a viúva pobre (Mc 12.41-44).

Por último, desafiando muitos, Cristo ensinou sobre a importância de pagar os tributos. Certa vez, tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. E efetivamente Jesus pagou o imposto cobrado (Mt 17.24-27). Ensinou que, até para pagar os impostos, Deus nos abençoa para não sermos considerados inadimplentes com ninguém, nem com governantes.

Na caminhada da vida, encontramos pessoas endividadas, que gastam mais do que ganham, pessoas imprevidentes, que gastam o que ganham e pessoas prudentes, que gastam menos do que ganham, contribuem generosamente, e, ainda, vivem uma velhice com tudo o que precisam. Em qual grupo você quer estar?

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