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Estratégia e Planejamento

Prazos, para quê?


Ponto crucial para o bom desempenho do trabalho em equipe é o cumprimento de prazos por todos os membros. Definidas as tarefas e distribuídas entre os componentes da equipe, presume-se e espera-se que sejam cumpridas corretamente e observando o prazo previsto. Ao líder competirá, apenas, o cuidado de acompanhar a evolução do cronograma e sugerir, junto com os envolvidos, possíveis alterações ou ajustes.

Nas equipes disfuncionais o não cumprimento de prazos é um dos pontos mais estressantes. Reflete negativamente na equipe e, via de regra, compromete todo o projeto. A solução para esse problema, em minha opinião, reside na percepção de que a falha de um dos membros da equipe prejudica a todos. Na verdade, em equipes onde os prazos não são cumpridos pode-se até mesmo questionar se a noção de trabalho de equipe foi bem compreendida.

Estágio anterior precisa ser melhor trabalhado pelo líder - incutir em todos o significado de trabalho em equipe. Não é suficiente juntar várias pessoas para executar um trabalho. É necessário desenvolver o conceito de que a união de forças presume um compromisso maior, interação, sinergia, cooperação e muita solidariedade. É preciso confiar que ninguém vai falhar, atrasar ou relaxar.

Quando as tarefas não estão sendo feitas no prazo há consequências para todos. A repercussão do atraso se espalha e prejudica a todos que dependem da tarefa que não foi feita.

Consequências dos atrasos

Se você não estava tão atento às dificuldades que um atraso no cronograma de atividades pode causar, observe as seguintes consequências:

1.  constrangimento: alguém precisará cobrar a tarefa não executada. Quem atrasou terá que se explicar, dar justificativas etc.

2.  comentários: começam a circular entre as pessoas as percepções sobre o atraso. Podem ser justas ou injustas: irresponsabilidade? Incompetência? Falta de compromisso? Problemas pessoais? Desinteresse?

3.  Prejuízos: atraso pode gerar perdas financeiras, morais, éticas. Pode-se perder clientes, oportunidades e/ou vantagens. Pode quebrar ou fragilizar relacionamentos.

4.  Tensão e desconfiança: os membros da equipe ficam nervosos e sem segurança. Ninguém sabe se o resultado será positivo. Pode começar a haver interferência, uns podem começar a assumir tarefas dos outros.

5.  Desânimo: a sensação é de que não dá pra confiar nos outros. O que parecia ir bem desanda. É preciso um controle maior, mais cobranças, menos delegação, menos confiança, mais trabalho, mais reuniões.

Esses são apenas alguns exemplos. Muitos outros podem ser acrescentados, basta pensar um pouco. No entanto, são suficientes para iniciar uma reflexão séria sobre as responsabilidades do trabalho em equipe, especialmente quanto aos prazos

Se não faço minha parte estou atrapalhando os outros. Se falho, contribuo para o fracasso dos outros. Uma solução  mais simples e proveitosa é pedir ajuda quando perceber que não estou em condições de cumprir o acordado. Certamente a ajuda virá e motivará maior integração e solidariedade. Mostro que não estou descompromissado e evito jogar a culpa para terceiros.

Cumprir o combinado é o mínimo que se espera de pessoas que desejam o progresso da equipe.

A rigor, quem está comprometido com a equipe deseja muito mais, busca muito mais, dedica-se de forma intensa e apaixonada pelo que faz. Não cumpre apenas prazos ou tarefas - realiza sonhos e concretiza visões.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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