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Estratégia e Planejamento

Analisar riscos faz parte do planejamento


A demanda pelo planejamento é algo natural que faz parte do dia a dia de praticamente todas as organizações. Quer seja na estruturação de um processo, projeto ou até mesmo de uma simples atividade, planejar é algo essencial.

Através desta ação é possível dimensionar recursos, custos, tempo, indicadores de performance e tudo mais. Enfim, é o planejamento que permite identificar o que será necessário para que um determinado objetivo seja atendido.

De acordo com o que tenho observado em muitas organizações com as quais tenho atuado, este entendimento é adotado de uma forma clara. Mas há algumas contradições.

Por mais paradoxal que se possa parecer, muito embora o planejamento seja entendido como uma atividade essencial em uma organização, sua aplicação tende a ser difusa. Há situações em que o planejamento se limita a distribuição das atividades a serem desenvolvidas em uma linha de tempo. Aliás, em alguns casos, até softwares, caros, são adquiridos para este intento.

Planejamento = Orçamento e programação de atividades? 

Até chega a se falar de "software de planejamento". Como se o software fizesse o planejamento. Ledo engano. Pois bem, a programação das atividades no calendário não é planejamento, embora faça parte dele. Mas isso ainda não é o suficiente. Há outras contradições.

Em outros casos, quando se levantam questões referentes a orçamento, algumas organizações tendem a considerar: "... isso não é planejamento...".  Verdade, não é planejamento, mas faz parte dele. A forma isolada como orçamento e a programação de atividades são tratadas, como se fossem coisas sem qualquer dependência entre si, tende a gerar outro grande equívoco, este com relação aos riscos.

Os riscos devem ser considerados 

Considerados inerentes a quaisquer processos, os riscos são aquelas condições que, uma vez verdadeiras, podem proporcionar desvios nos resultados previstos. Quando positivos, os riscostendem a mudar de nome, são chamados de oportunidades.

Em algumas organizações, toda e qualquer análise relacionada com os riscos não ocorre no momento em que ela deveria realmente acontecer. Sim, a análise dos riscos também faz parte do planejamento.

Muitas vezes, quando questionados sobre isso, os gestores costumam responder: "...estamos implantando um processo..." ou "...há uma outra área responsável por isso..."  A verdade, no entanto é uma só, a análise de risco é uma atividade que deve estar inserida ao planejamento.

A razão deste tipo de situação acontecer nem sempre se deve ao fato de haver equívoco no entendimento, mas sim, devido a existência prévia de uma estrutura organizacional que prejudica uma maior flexibilidade nas atribuições das áreas e gerências da empresa.

A área de orçamento, por exemplo, tende a ser compreendida de forma míope e isolada. Depois de feito, o orçamento é entregue para outrem. E ponto final.

De forma similar, quando existente, a área de riscos tende a ser chamada a participar do processo de planejamento apenas quando este e até mesmo o próprio orçamento já estão praticamente prontos. O resultado disso é que a análise de risco passa a ser apenas uma verificação de atividades já estudadas e desenvolvidas.

Como se fosse apenas um check list. Limitar a análise de risco, a uma planilha ou uma matriz de risco é ridicularizar sua importância. Como diriam os mais antigos: "... tapar o sol com a peneira...". Aliás, mais que isso, um erro que pode levar um projeto ou processo ao fracasso.

Mas há uma boa notícia nisto tudo. Há como resolver. A solução desta questão passa por uma reestruturação do processo de planejamento. Algo que, em um primeiro momento, poderá gerar uma grande demanda, mas que em pouco tempo terá resultados claramente visíveis e notados junto aos indicadores, intentos e metas organizacionais.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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